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O EXCESSO DE TELAS ESTÁ MUDANDO O DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL DAS CRIANÇAS?

01/10/2026

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RESUMO: Este artigo analisa de que maneira o uso excessivo de telas pode participar do desenvolvimento emocional infantil, articulando contribuições da psicanálise, das neurociências e da psicologia do desenvolvimento. Por meio de revisão narrativa e interdisciplinar, discutem-se as relações entre exposição digital, neurodesenvolvimento, atenção, funções executivas, regulação emocional, simbolização e brincar. Estudos recentes apontam associações entre determinados padrões de uso de telas e dificuldades na linguagem, no controle inibitório, na sustentação da atenção e na regulação dos afetos. Entretanto, tais efeitos não são uniformes nem permitem estabelecer causalidade direta, pois variam conforme a idade da criança, o tempo de exposição, o conteúdo acessado, o uso compartilhado, a mediação dos cuidadores e as experiências presenciais substituídas. À luz de Freud e Winnicott, compreende-se o brincar como espaço privilegiado para a elaboração de conflitos, a transformação da experiência em representação e a integração da personalidade. Conclui-se que o problema não reside na presença isolada da tecnologia, mas em sua utilização como regulador predominante das emoções e na consequente redução das experiências de vínculo, linguagem, movimento, espera e brincadeira livre. Defende-se, portanto, uma orientação não culpabilizante, baseada na mediação adulta, na proteção do sono e das interações familiares e na preservação das condições necessárias à criatividade e à simbolização.

Palavras-chave: Tempo de Tela; Desenvolvimento Emocional Infantil; Neurodesenvolvimento; Funções Executivas; Atenção; Simbolização; Brincar.

Artigo publicado para EBPF em 01 de outubro de 2026. Artigo aprovado pelo comitê científico pela EBPF no dia 13/09/2026. Texto escrito por Dr. Richard Munhoz

https://youtube.com/shorts/w3wDJ6qlERA

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