26/02/2026
RESUMO: Esta entrevista, concedida à revista Sinapsys News pelo Dr. Richard Munhoz, analisa o feminicídio como um fenômeno multifatorial que articula dimensões estatísticas, culturais e psíquicas. Partindo de dados recentes sobre a incidência de feminicídios no Brasil, o diálogo propõe uma leitura que ultrapassa a esfera jurídica e o compreende como sintoma de falhas na elaboração emocional e na transmissão social de limites. Sob a perspectiva psicanalítica, discute-se a relação entre masculinidade fragilizada, narcisismo vulnerável, baixa tolerância à frustração e déficit empático, bem como os processos de socialização que contribuem para a naturalização da violência. A entrevista enfatiza o papel formativo da família, especialmente das funções materna e paterna, na construção da regulação emocional e da responsabilidade ética. Amplia-se, ainda, a discussão para o âmbito institucional, destacando a função preventiva de escolas, igrejas e empresas na promoção de culturas baseadas em reconhecimento mútuo. Por fim, aborda-se a identificação precoce de sinais de risco em relacionamentos e a importância de redes interinstitucionais de proteção, articulando contribuições da psicanálise e da neurociência para a compreensão e prevenção da violência de gênero.
Palavras-Chave: Feminicídio; Violência de Gênero; Masculinidade; Psicanálise; Prevenção da Violência; Educação Emocional.
Artigo publicado para EBPF em 26 de Fevereiro de 2026. Artigo aprovado pelo comitê científico pela EBPF no dia 16/02/2026. Texto escrito por Dr. Richard Munhoz