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A GERAÇÃO CANSADA: Por que Tantas Pessoas Estão Emocionalmente Esgotadas?

26/08/2026

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RESUMO: Este artigo analisa as razões pelas quais o esgotamento emocional se tornou uma experiência recorrente na sociedade contemporânea, relacionando burnout, excesso de produtividade, autocobrança, culpa e condições psicossociais de trabalho. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, bibliográfica e teórico-interpretativa, fundamentada nas contribuições de Freud, Lacan, Dejours, Ehrenberg, Han, Maslach e Leiter, articuladas a dados atuais de instituições nacionais e internacionais. O estudo diferencia burnout, estresse, ansiedade, depressão e cansaço comum, ressaltando que o burnout constitui um fenômeno especificamente ocupacional resultante do estresse crônico no trabalho que não foi adequadamente administrado. A análise demonstra que o esgotamento não pode ser explicado apenas por características individuais, pois decorre da interação entre sobrecarga, jornadas extensas, insegurança, ausência de reconhecimento, exigência de disponibilidade permanente e fragilização dos vínculos coletivos. Sob a perspectiva psicanalítica, discute-se como os ideais de desempenho são internalizados e transformados em autocobrança, fazendo com que o sujeito associe seu valor pessoal à produtividade e experimente culpa diante do descanso, dos limites e da impossibilidade de corresponder a padrões idealizados. Conclui-se que o enfrentamento do esgotamento exige intervenções clínicas e transformações concretas na organização do trabalho, reconhecendo simultaneamente a singularidade do sofrimento e a responsabilidade institucional.

Palavras-chave: Burnout; Esgotamento Emocional; Autocobrança; Produtividade; Psicanálise.

Artigo publicado para EBPF em 26 de agosto de 2026. Artigo aprovado pelo comitê científico pela EBPF no dia 20/08/2026. Texto escrito por Dr. Richard Munhoz

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